A paralisação foi convocada pelo Cpers para cobrar, sobretudo, a implementação do piso nacional do magistério como vencimento básico. O governo do Estado, por outro lado, insiste que nenhum professor gaúcho ganha menos que o valor do piso. Sobre a parte do valor considerado um completivo, porém, não incidem as vantagens de carreira. O governo também questiona na Justiça o indexador do reajuste - o custo-aluno do Fundeb - e defende que o INPC seja a base utilizada.
No Rio Grande do Sul, mais de 1,8 milhão de estudantes da rede estadual podem ficar sem aulas durante o período. A paralisação também deve ocorrer em simultâneo em outros estados do Brasil. Nesta terça-feira, em Porto Alegre, o Cpers promove um ato público, com concentração prevista em frente à sede do sindicato, às 13h, e caminhada até a Praça da Matriz. Nos dias 24 e 25, as atividades serão organizadas e realizadas pelos 42 núcleos da entidade.
De acordo com o Cpers, o Estado ainda descumpre o pagamento da hora-atividade, período destinado à preparação de aulas, elaboração e correção de trabalhos e provas pela categoria, apesar de uma liminar em favor do sindicato.
O sindicato também sustenta que é grande o número de instituições de ensino que funciona com problemas nas redes hidráulica e elétrica, que em 49% delas há falta de professor e que a maioria não dispõe de Plano de Proteção e Prevenção Contra Incêndio.