Ensino

Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre amplia 1.700 vagas de educação infantil e promete zerar filas de espera até 2028

A meta da pasta é de que, até o final da gestão, sejam criadas 7 mil novas vagas

Leonardo Pascoal, titular da pasta, apresentou balanço de gestão entre os meses de janeiro e julho deste ano
Leonardo Pascoal, titular da pasta, apresentou balanço de gestão entre os meses de janeiro e julho deste ano Foto : Camila Cunha

De janeiro a julho deste ano, a Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (Smed) ampliou 1.700 vagas de educação infantil, por meio de parcerias com Organizações da Sociedade Civil e gestores de unidades. De acordo com a pasta, será reduzido em 40% o déficit na fila de espera. A meta da pasta é de que, até o final da gestão, sejam criadas 7 mil novas vagas com o objetivo de zerar as filas, considerando a supressão das crianças que estão aguardando e a inclusão de novas na fila, que tende a aumentar. Além disso, há também a previsão de construção de 20 novas escolas até 2028.

“Significa zerar o que a gente tem, mas a gente já projeta que vai haver um aumento na procura de vagas à medida que essa vaga vai sendo facilitada”, diz o secretário Leonardo Pascoal, com seis meses e alguns dias à frente da Secretaria Municipal de Educação. O anúncio foi feito em apresentação do balanço de gestão da pasta entre os meses de janeiro e julho deste ano.

A medida é uma das presentes no Porto da Educação, conjunto de estratégias e ações da pasta para a educação de Porto Alegre até 2028, lançado em fevereiro deste ano. As vagas mencionadas seriam entre rede pública, privada e parcelizada para pré-escola mas, principalmente, para creches – onde as maiores demandas são manifestas e o desafio é maior. “Quando eu assumi a secretaria, a gente tinha mais de 3 mil crianças aguardando por algum encaminhamento de vaga. Hoje a gente tem 1.713 crianças ainda”, sendo inscritos ainda do edital do final do ano passado, afirma o titular.

Ainda que se tenha demandas em todos os bairros, com base nas regiões do Orçamento Participativo, a região com maior déficit de vagas é no bairro Partenon. "É hoje, dentre todas as regiões, o nosso maior desafio. A gente tem mapeado obras a serem feitas e também compra de vagas para poder suprir isso”, diz o secretário.

Do plano da pasta, são 35 ações mapeadas, e sete delas já estão concluídas e outras 28 estão em andamento, de acordo com o secretário. Outra ação executada foi a nomeação de 200 novos professores concursados. Houve, também, a criação do Cartão Auxílio Material Escolar, com investimento de R$ 10 milhões de reais e mais de 68 mil estudantes beneficiados.

O secretário ressaltou que o ano letivo começou com todas as escolas atingidas pela enchente, em maio de 2024, reformadas. Foram 33 escolas atingidas, sendo 14 próprias e 19 escolas parcelizadas.

Outra ação realizada envolveu a aquisição de 10 mil novas vagas de contraturno escolar em todas as escolas de ensino fundamental. Anteriormente, eram 5 mil estudantes em educação de tempo integral no ensino fundamental. Está sendo elaborado, também, um currículo para o ensino fundamental, que ainda não tinha um próprio. A ideia é que, já no próximo mês, seja submetida à consulta pública o currículo construído para até o final do ano ser finalizado e homologado pelo Conselho Municipal de Educação.

A educação foi a área a área governamental que teve mais pautas aprovadas no legislativo – foram oito projetos de lei da área da educação aprovados neste primeiro semestre. Entre as leis aprovadas, envolve a criação de 400 novos cargos de professores para, entre os anos de 2025 e 2026, substituir os contratos temporários de professores que exercem funções de efetivo. Também, a autorização para compra de vagas na educação infantil na etapa pra escola para 4 e 5 anos. Até então, só havia entre 0 a 3 anos.

Veja Também

"A gente tem uma avaliação bastante positiva do que se conseguiu fazer ao longo desse período em termos de avanços, sejam eles institucionais ou mesmo de entregas para para a sociedade", diz o secretário. "Procuramos fazer ao longo desse período um trabalho com muito diálogo e proximidade com as nossas unidades escolares, mas também com a sociedade de um modo geral", completa.