Três em cada quatro Instituições de Ensino Superior (IES) participantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) no país em 2026 têm conceito muito bom ou excelente. Indicadores oficiais do Ministério da Educação (MEC), combinados com dados de avaliações internacionais, mostram que essas instituições possuem, em sua maioria, os níveis mais altos de qualidade acadêmica.
Nesta edição, o Sisu reúne 136 IES públicas, resultando na maior participação, desde a criação do sistema, em 2010.
A análise considera o Índice Geral de Cursos (IGC), indicador do MEC que avalia as IES a partir de informações sobre a qualidade da graduação e da pós-graduação. Na escala do IGC, o conceito 3 indica desempenho satisfatório; o conceito 4 equivale ao desempenho acima da média nacional; e o conceito 5 corresponde ao nível máximo de qualidade institucional.
Entre as instituições participantes do Sisu 2026, o IGC mais recente indica que 76,4% (104 instituições) detêm conceitos 4 ou 5. Com IGC 5, de melhor desempenho, estão 25 instituições; enquanto 79 obtiveram IGC 4, reforçando a presença expressiva de instituições com avaliação acima da média nacional.
Seleção 2026
- Inscrição: Gratuitas, no período de 19 a 23/1, via Internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. É permitida a inscrição em até duas opções de curso.
- Vagas: Só há uma etapa de inscrição às vagas ofertadas pelas IES participantes. Assim, os inscritos concorrem em único processo seletivo, para vagas que são disponibilizadas em todo o ano letivo. O resultado da chamada única regular sairá dia 29/1.
- Os selecionados, em chamada regular ou Lista de Espera, devem efetuar a matrícula na fase indicada pela respectiva IES.
Ranking Internacional
Além da avaliação nacional, a maioria das IES que integram o Sisu 2026 também se destaca em classificações internacionais. Assim, das 136 universidades e institutos federais, 71 (52,2%) foram classificados como os melhores da América Latina e do Caribe, conforme o QS World University Rankings: Latin America & The Caribbean 2026.
Entre as 100 primeiras posições do ranking estão as universidade federais de: Rio de Janeiro (UFRJ); Minas Gerais (UFMG); Rio Grande do Sul (Ufrgs); Santa Catarina (UFSC); São Paulo (Unifesp); São Carlos (UFSCar); Paraná (UFPR); Pernambuco (UFPE); Fluminense (UFF); Bahia (UFBA); Ceará (UFC); Santa Maria (UFSM); Viçosa (UFV); Rio Grande do Norte (UFRN); Pelotas (UFPel); e Paraíba (UFPB); além da Universidade de Brasília (UnB), que retornou ao Sisu em 2026, e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que passou a integrar o sistema nesta edição.
E estudos ainda revelam a importância dessas instituições na produção de conhecimento nacional. Mais de 95% da produção científica brasileira é realizada por universidades públicas, responsáveis pela maior parte da pesquisa e da formação de pesquisadores no Brasil.