Ensino

Ufrgs descarta entrar na Justiça contra ocupações

Nota publicada pela instituição fala em diálogo para encontrar um entendimento entre as partes

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) garantiu que não pretende acionar a Justiça para que os prédios ocupados por estudantes sejam liberados para a conclusão do ano letivo. Ainda ontem, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) confirmou o pedido de reintegração de posse após um docente e estudantes entrarem com ação popular no mesmo sentido, mas pedindo, inclusive que a Reitoria local seja responsabilizada. Em Porto Alegre, conforme nota emitida pelo reitor Rui Carlos Oppermann, o diálogo ainda é o caminho usado pela instituição para buscar um acordo com os manifestantes.

Na mesma nota, publicada ainda nessa quinta-feira, o reitor garante que a universidade entende a legitimidade dos movimentos, mas ressalta que “não podemos deixar de expressar nossa profunda preocupação em relação à continuidade das ocupações”. O texto ainda fala “na importância de defender a autonomia universitária e na sua capacidade de resolver seus conflitos”, mas que “é chegado o momento de encontrarmos um encaminhamento definitivo diante da percepção de que estamos suscetíveis a decisões judiciais”. É possível inferir do comunicado que qualquer decisão judicial no sentido de desocupar os espaços vai ser cumprida.

Ao final, Oppermann ainda menciona que é necessário que se faça “uma leitura política e administrativa sobre o movimento, suas reivindicações e as consequências, trazidas pela prolongada interrupção das rotinas acadêmicas” e reforça que “a Universidade hoje é claramente diferente daquela que era antes das ocupações.”