Ensino

UFSM convive com animais silvestres

O campus-sede da Universidade conta com cerca de 355 espécies de vertebrados

Um casal e filhotes de seriema vivem no campus, que tem 355 espécies de vertebrados
Um casal e filhotes de seriema vivem no campus, que tem 355 espécies de vertebrados Foto : Paulo Baraúna / UFSM / CP

Cerca de 355 espécies de vertebrados vivem no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Entre eles estão 4 seriemas. A professora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da universidade Marilise Mendonça Krügel explica que existe um casal que se reproduziu no campus em 2024, vivendo em ambiente campestre. Os 4 começaram a ser vistos no final do ano passado e, a partir de então, a família passou a ser acompanhada por vários meses.

Neste mês, os animais se entram em novo período reprodutivo. “É esperado que os filhotes se afastem dos pais e que o casal, provavelmente se reproduza novamente no campus, mas ainda não achamos o ninho”, relata. No mês passado, houve um incidente com uma aluna do curso de Terapia Ocupacional, que foi “atacada” por uma seriema. “Desde então, não tivemos novos registros de casos semelhantes. Recebi um vídeo de uma seriema circulando sem interação agressiva com os humanos”, confirma.

A professora diz que não sabe explicar a causa da agressão, mas alerta que os animais estão vivendo em ambiente urbano, o que é estressante. E diz que por mais que estejam ambientados no campus, neste período é normal que as espécies fiquem mais agressivas. “Nesta época elas defendem seus ninhos, seus ovos. Com isto, assim que descobrirmos o ninho vamos ter que tomar medidas para afastá-lo das pessoas”, garante.

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A docente, que também é bióloga, orienta às pessoas para cuidar a velocidade de veículos no campus e não se aproximar dos animais, nem para fotos, ou qualquer interação que os deixe estressados. Em nota, a universidade solicita que não sejam oferecidos alimentos a estes ou quaisquer outros animais silvestres. E o Setor de Planejamento Ambiental da UFSM realizou consulta à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), responsável pela licença ambiental concedida à universidade.

Por se tratarem de animais silvestres de vida livre e em aparente bom estado de saúde, não há indicação técnica para remoção do ambiente universitário. “A retirada dos animais poderia acarretar impactos negativos à fauna local, razão pela qual a medida não é recomendada”, destaca a nota da UFSM.