A proposta de criação da Universidade Federal Indígena (Unind) evolui. Na última semana (em 28/8), o Ministério da Educação (MEC) anunciou que Brasília (DF) vai sediar a nova instituição de Ensino Superior no país.
O grupo de trabalho (GT) responsável pela formação e implementação da universidade aprovou a cidade sede, por unanimidade, na primeira reunião da equipe. E uma eventual construção de outros campi deve ser discutida após a aprovação da lei para instituir a Unind.
Outra definição do GT foi o cronograma das próximas ações. Assim, novas reuniões estão marcadas para os dias 10 e 16 de setembro; e será composto um comitê para auxiliar na elaboração das políticas acadêmicas da nova universidade, após a instituição legal da Unind.
As atividades iniciais do GT mobilizaram 43 participantes no encontro, com maioria de lideranças indígenas. Com a Unind, serão 70 universidades federais em funcionamento no Brasil.
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O secretário de Educação Superior do MEC e presidente do GT, Marcus Vinicius David, avalia que a Unind é uma marca da diversidade nacional. “É demanda histórica e fruto do trabalho coletivo e colaborativo entre diferentes povos e saberes, respeitando as especificidades culturais e linguísticas, e consolidando espaços de resistência e transformação”, argumenta.
O GT foi criado em abril de 2024. Durante o último ano promoveu 20 seminários regionais, em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas e a Funai, que subsidiou o documento-base da proposta. Em julho de 2025, foram retomadas as ações, a partir de determinação do ministro da Educação, Camilo Santana. Mais informações sobre a reunião, a universidade e o GT podem ser conferidas por meio do site.