O primeiro dia de vestibular da Ufrgs no litoral Norte começou tranquilo, como um dia de veraneio. Não houve congestionamentos ou atropelos para ingressar nos portões das seis escolas onde as provas foram realizadas – cinco em Tramandaí e uma em Imbé. Todos os candidatos chegaram antes do fechamento dos portões.
Apesar de não haver necessidade ou orientação para isto, os vestibulandos formaram fila para aguardar pela abertura dos portões do Instituto Estadual de Educação Barão de Tramandaí. A escola tem o maior número de candidatos do litoral, 359. Ao todo, 1.562 pessoas realizam as provas para a Ufrgs no litoral Norte – em Porto Alegre, são mais de 30 mil candidatos.
Engana-se quem pensa que a maioria dos estudantes que optam por fazer as provas no litoral pretende cursar o Ensino Superior no campus da Ufrgs em Tramandaí, inaugurado em 2014. Apenas um dos três cursos oferecidos pela universidade no campus litoral está disponível para ingresso via vestibular, o Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia. Grande parte dos vestibulandos apenas dá uma pausa no veraneio para realizar as provas aproveitando que já está na praia. Outros são cidades próximas ao novo campus, mas pretendem ingressar em cursos disponíveis na Capital.
Letícia Santina Metzen, de 18 anos, prestou prova para Engenharia Química. A estudante de Montenegro, estreante no vestibular, optou em fazer o concurso em Tramandaí, pois está veraneando com a família. Já Débora Gomes e José Victor Policarpo acordaram cedo. A dupla de ex-colegas do Ensino Médio é de Três Cachoeiras, a cerca de 60 km de Tramandaí. “Aqui é mais perto para a gente fazer as provas”, afirmou Débora, comparando a distância com Porto Alegre. “Demoramos uma hora e meia para chegar com um ônibus que o cursinho fretou”, informou Policarpo.
As amigas de Palmares do Sul, a cerca de 50 km de Tramandaí, Marina, Iana e Luísa pareciam pouco preocupadas com a prova. Iana, que está veraneando com a família no litoral, admitiu que “nem estudou”. Luísa veio à praia apenas para a prova e está hospedada na casa de uma tia. “Se a gente passar, vamos nos mudar para Porto Alegre”, afirmam. Marina sonha em ingressar no curso de Engenharia de Alimentos, enquanto que Iana quer Farmácia e Luísa, Engenharia Civil.
Miriam Soto Gonçalves, de Guaíba, trouxe a filha Andressa até o portão pela segunda vez. A estudante já havia tentado ingressar na UFRGS no ano passado. Esse ano, presta prova para Fisioterapia, o 3º curso mais concorrido. “Ano passado ela fez prova em Porto Alegre e acordamos muito cedo para chegar ao local”, recorda a mãe. Neste ano, as duas se hospedaram na casa da avó de Andressa. “Agora é só atravessar a rua”, gaba-se Miriam.
Vestibular na praia tem clima tranquilo de veraneio
Estudantes formaram fila e entraram sem atrasos em Tramandaí e Imbé