“Tenho efetivo em frente às garagens da Carris, a Trevo, a VTC, na Nortram, na Sopal e outras empresas da Zona Norte também em que existem pessoas na frente, mas que não estão impedindo os ônibus de sair. A Brigada está ali, mas por opção as empresas não colocaram nenhum coletivo para trabalhar. Se colocarem, estamos já com o nosso policiamento para garantir a segurança na saída e nos itinerários que por ventura venham a realizar”, declarou à Rádio Guaíba.
Segundo o coronel Godoy, apenas um caso de violência envolvendo ônibus foi registrado nesta manhã. Um coletivo da empresa Unibus foi atingido por pedras quando circulava na Capital. “Já na sexta quando foi deflagrado o movimento de greve, nós conversamos com o presidente da EPTC e acertamos como funcionaria a nossa participação na segurança. A inteligência está acompanhando, temos um trabalho de policiamento nos eixos e também o acompanhamento com lotações e táxis que estão transportando passageiros”, seguiu.
Questionado sobre a possibilidade de uso de força por parte da Brigada Militar para retirar manifestantes que tentem impedir saída de ônibus, o coronel afirmou que uma atuação desse tipo deve ser muito bem avaliada antes de executada.
“A retirada dessas pessoas teria que ser por uma ordem judicial que possamos receber, mas a interferência da Brigada Militar seria avaliada. Temos que observar o entorno de pessoas e não podemos ser protagonistas de violência. A ação seria prescindida de uma análise da circunstância, do momento e do local do fato”, completou.