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Acordo garante obra e manutenção do prédio que corria risco em Porto Alegre

Casa Azul será restaurada em seis meses, a partir da liberação dos recursos

Imóvel corria risco de desabar, no Centro de Porto Alegre
Imóvel corria risco de desabar, no Centro de Porto Alegre Foto : Alina Souza / CP Memória
O Município de Porto Alegre, o Ministério Público do RS e os proprietários da Casa Azul, localizada na esquina das ruas Riachuelo com Marechal Floriano, chegaram a um acordo sobre a manutenção e restauro do imóvel. Desde maio, a circulação de veículos e pedestres está impedida nas imediações devido ao risco de desabamento da fachada. Em audiência de conciliação realizada nesta segunda-feira, na 3ª Vara da Fazenda Pública, os proprietários apresentaram cronograma para o restauro, elaborado a partir de ações e etapas definidas pela Coordenação da Memória da Secretaria Municipal da Cultura (SMC).

Orçada em R$ 1.365.000,00, a obra será realizada com recursos da família, bloqueados pela Justiça. O prazo de execução será de seis meses, a contar da liberação da primeira parcela do recurso pelo Judiciário. O andamento será acompanhado pela Coordenação da Memória da SMC. O Judiciário será informado sobre a conclusão de cada etapa. O imóvel é inventariado como de interesse histórico-cultural e acumula dívidas de IPTU e taxa de coleta de lixo que somam R$ 275 mil, em cobrança judicial. O desbloqueio do trânsito deve ocorrer após a conclusão da primeira etapa da obra.

De acordo com o coordenador da Memória Cultural, Eduardo Hahn, a restauração externa da edificação, conforme proposta de intervenção elaborada na Coordenação, possibilitará a requalificação de parte do Centro Histórico da cidade, além de incentivar a utilização econômica do imóvel e sua sustentabilidade futura.