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Adiados novamente depoimentos de bombeiros réus no caso da Boate Kiss

Diligências a cargo da corregedoria da Brigada Militar não foram executadas dentro do prazo previsto

Adiados novamente depoimentos de bombeiros réus no caso da Boate Kiss
Adiados novamente depoimentos de bombeiros réus no caso da Boate Kiss Foto : Paulo Nunes / CP Memória
Depois de mais de dois anos do incêndio na boate Kiss, que matou 242 pessoas em Santa Maria, os depoimentos dos bombeiros acusados de inobservância da lei, prevaricação e inserção de declaração falsa em documento público seguem sem data para prestarem depoimentos. Isso porque as oitivas referentes aos oito réus que respondem pelo caso na esfera criminal foram adiadas pela segunda vez em virtude do não cumprimento de novas diligências solicitadas pelo Ministério Público. Essas diligências estão a cargo da corregedoria da Brigada Militar, que ainda não respondeu aos questionamentos encaminhados pela promotoria.

O processo se arrasta desde agosto de 2013. Em novembro do mesmo ano iniciou a fase de instrução, com os depoimentos de testemunhas apontadas pelo MP; na sequência, foram ouvidas as testemunhas de defesa. No total, 44 pessoas foram ouvidas, com prazo para solicitações posteriores da defesa e do Ministério Público. Antes dos depoimentos dos réus, o promotor Joel Dutra encaminhou à corregedoria da BM uma série de questionamentos referentes a alvarás emitidos pelos bombeiros, mas até agora não obteve resposta. Desse modo, as audiências agendadas para os depoimentos foram remarcadas de dezembro para fevereiro, entre está segunda-feira e terça. Mas tendo em vista que as respostas solicitadas seguem pendentes, o Tribunal de Justiça Militar cancelou a agenda.

Agora, uma nova data apenas deve ser marcada após um posicionamento da BM. O TJM reforça que a auditoria do órgão vai encaminhar pedido de esclarecimentos referentes à demora na emissão das respostas referentes ao caso. A reportagem entrou em contato com a Corregedoria da Brigada Militar, mas não teve retorno.