Aos 62 anos, Claudio Soares da Silva chegou pouco antes das 6h na agência. Ele havia feito uma consulta no dia anterior e precisava complementar a documentação. Em tratamento de câncer, ele enfrenta dificuldades financeiras, porque o seguro não foi liberado. “Chegamos cedo e agora estamos aqui esperando sem previsão de a agência falar. É um descaso”, afirmou Dineci Mendonça, que o acompanhava na consulta.
Ao lado dele, dezenas de outras pessoas aguardavam o final da paralisação. Muitos com bengalas, tentavam se apoiar. Outros improvisavam e sentavam-se no chão ou ficavam escorados nas paredes. Com o desencontro de informações, muitas pessoas desistiram de aguardar. Segundo o INSS, quem não permaneceu no local para a consulta, deverá comparecer na unidade entre hoje e a próxima semana que será atendido no mesmo dia.
Conforme os vigilantes, o ato foi realizado em protesto ao atraso no pagamento dos salários. De acordo com os funcionários, o recebimento deveria ter ocorrido na segunda-feira passada. Na entrada principal, foi colocado um cartaz informando a suspensão temporária. Com a paralisação, a empresa responsável se comprometeu a fazer o pagamento ainda ontem. De acordo com a empresa, cerca de 30 vigilantes trabalham no posto da avenida Bento Gonçalves. Em média, são 10 por dia.