“Das 2,2 mil pessoas que ficaram desalojadas, 700 ainda não voltaram para casa”, ressaltou. Os números também apontam para a destruição de 135 ruas e avenidas da cidade. Pelo menos 500 casas foram atingidas por raios e seis pontes ficam danificadas.
• Penha tem 200 mm de chuva em 80 minutos e decreta emergência
“Foi um volume de chuva muito grande em um período de tempo muito curto. Penha nunca esteve tão destruída como agora”, definiu o prefeito Evandro Eredes dos Navegantes, que decretou situação de emergência. A Defesa Civil do Estado enviou ao município 100 cestas básicas, 100 kits de limpeza, além de colchões, que chegarão nesta terça-feira. Uma equipe com 19 homens foi contratada pelo prefeito para realizar a limpeza emergencial da cidade. Além disso, a Secretaria Municipal de Obras atua com quatro equipes prestando auxílio nos bairros mais afetados. Os prejuízos em vias públicas chegam a R$ 30 milhões. “Não contabilizamos os números em residências, mas os valores podem passar de R$ 100 milhões”, assinalou Johnny.
Já o município de Caçador, no Meio-Oeste catarinense, decretou situação de emergência ontem. De acordo com o secretário estadual da Defesa Civil em exercício, Rodrigo Moratelli, em Caçador, o volume de chuva chegou a 137 milímetros. No total, 223 casas foram afetadas, sendo uma interditada, atingindo diretamente 637 pessoas. Prédios públicos também foram danificados. Houve deslizamento e desmoronamento em pelo menos 42 pontos da cidade.
A chuva que afeta Santa Catarina desde sexta-feira deixa prejuízos. Algumas cidades tiveram volumes expressivos de precipitação. Um alerta direciona as atenções das autoridades para a barragem do rio Itajaí do Oeste, em Taió, uma vez que há elevado risco de enchente decorrente do volume de chuva. O nível do manancial tende a aumentar, numa variante de 9 a 14 centímetros por hora. No entanto, há uma redução no nível do rio, no Distrito de Passo Manso, em Taió, que varia de 6 a 13 centímetros por hora.