O TRT deve definir se haverá punição ao Sindicato dos Rodoviários, já que, em função da paralisação, nenhum coletivo saiu das garagens ontem. Em entrevista à Rádio Guaíba, o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, detalhou as ameças sofridas durante a madrugada e início da manhã de quinta, na tentativa de se cumprir a decisão judicial de colocar 50% do transporte público em operação nos horários de pico nas ruas.
Cappellari explicou ainda que apesar da Força Sindical oferecer a colocação de 10% da frota nas ruas, não foram dadas garantias de segurança pelo Sindicato dos Rodoviários, inclusive com ameaças de apedrejamento de ônibus que saíssem nas ruas.
A vice-presidente do TRT, desembargadora Rosane Serafini Casa Nova, informou que, em caso de aplicação de punição (no valor de R$ 50 mil), a multa deverá ser avaliada pela Sessão de Dissídios Coletivos, responsável por todas as ações relacionadas aos dissídios, sejam elas de greve ou comuns.
A Justiça do Trabalho havia determinado que 50% dos coletivos da Capital operassem das 6h às 9h e das 16h30min às 19h30min. Além disso, 30% do efetivo deveria estar em operação nos demais horários.