Geral

Amigas lutam contra tempo para sobreviver após tragédia em Santa Maria

Gabriele Stringari e Kelen Giovana Leite estão na UTI do Hospital de Clínicas

Gabriele Stringari, Laureane Salapata e Kelen Giovana Leite foram vítimas do incêndio em Santa Maria
Gabriele Stringari, Laureane Salapata e Kelen Giovana Leite foram vítimas do incêndio em Santa Maria Foto : Arquivo Pessoal / Facebook / CP
No 13º andar do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, duas amigas lutam contra o tempo para se recuperar e deixar a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Gabriele Stringari, de 20 anos, e Kelen Giovana Leite Ferreira, 19 anos, são vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. Na madrugada de domingo, elas estavam juntas com outras três amigas, entre elas Laureane Salapata, que não sobreviveram.

Gabriele e Kelen cursam Terapia Ocupacional na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) há 1 ano e meio. As duas são naturais de Alegrete e ingressaram na mesma época no curso. “Elas eram muito amigas e estavam passando por um momento muito feliz. Nada explica o que aconteceu”, disse Sabrina Stringari, que está em Porto Alegre acompanhando a evolução do quadro clínico da irmã Gabriele.

Sem os documentos, Gabriele foi transferida no domingo de Santa Maria para Porto Alegre. Ao chegar no Hospital de Clínicas foi designada para a UTI pediátrica. Segundo Sabrina, a irmã é “miúda”, o que fazia com que aparentasse ser uma adolescente. Nessa terça-feira, ela foi informada que Gabriele foi levada para a UTI de adultos. “Até o momento, a informação é que o quadro dela é grave, mas está estável. Temos fé que, se ela conseguiu sair com vida da boate durante o incêndio, significa que tem a oportunidade de viver. Ela está lutando pela vida”, contou a irmã, que veio de Alegrete, onde a família vive, para a Capital.

Trabalho na boate para dinheiro extra

Há uns quatro meses, Gabriele trabalhava na boate Kiss no caixa. “Não era por necessidade, mas para conseguir um dinheiro extra para as coisas delas”, disse. Sobre a tragédia, Sabrina contou que no final do ano passado ela esteve, em visita a Santa Maria, na boate, e chegou a comentar com a irmã receio em função das condições de saída da casa noturna. “Conversamos sobre como parecia complicado deixar o local pela quantidade de obstáculos e barras de ferro, o que dificultava a circulação. Uma pessoa um pouco maior não conseguiria sair. Agora, depois disso, é como se passasse um filme na cabeça”, lembrou.

Junto com ela, a família de Kelen também aguardava novidades sobre a saúde da filha. Os pais João Mauri Ferreira e Marlene contaram que conseguiram vê-la nessa terça-feira, apesar dela estar sedada e internada na UTI com queimaduras e problemas respiratórios por inalação da fumaça. “Temos esperanças de que ela sobreviverá. Ela é uma guerreira”, contou o pai. Nas redes sociais, amigos deixam manifestações de apoio e desejando força às duas jovens para que se recuperem.

Bookmark and Share