Um culto ecumênico está marcado para às 9h, em frente ao Espaço Multiuso do campus. Neste local, haverá um espaço de acolhimento, com equipes de profissionais voltadas a atender à comunidade acadêmica. A maior parte dos alunos que morreram - 64 - estudava no Centro de Ciências Rurais (CCR). O curso de Agronomia, com 26 vítimas, foi o que mais sofreu perdas. “Cada um tem uma maneira de reagir. Estamos nos preparando para recebê-los da melhor maneira possível. O que vai acontecer a gente não sabe”, disse a pró-reitora adjunta de Assuntos Estudantis, Marian Noal Moro.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min do último domingo. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado em uma forração de isopor.
As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimões, usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.