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Após tragédia, cidades fazem pente fino em boates pelo Brasil

Em Minas Gerais, deputados querem proibir uso de comandas em casas noturnas

Após a tragédia na boate de Santa Maria, prefeitos das principais capitais do Brasil intensificaram a fiscalização em casas noturnas. Baladas já começam a baixar as portas por causa da ofensiva. No incêndio do último domingo, 235 pessoas morreram. Outras 143 estão hospitalizadas no Rio Grande do Sul. A Prefeitura de Porto Alegre também deu início a uma nova mobilização em estabelecimentos da Capital.

Até 18h de terça-feira, 27 casas de shows haviam sido interditas pela prefeitura de Manaus, entre elas a boate Tropical Club, no complexo do Hotel Tropical. Em Salvador, o prefeito Antonio Carlos Magalhães Neto determinou a inspeção em todos os estabelecimentos noturnos e camarotes de carnaval. Em Fortaleza, todas as boates e casas de shows passarão por vistoria da prefeitura e dos bombeiros.

Na terça-feira, a fiscalização começou pelas boates da Praia de Iracema, as mais frequentadas por jovens e turistas. Nenhuma foi fechada. No Recife, a prefeitura criou dois grupos de trabalho. O primeiro, de atuação imediata, se concentrará na fiscalização da estrutura do carnaval. O segundo grupo vai estudar a lei e levar propostas de melhoria ao prefeito até o fim de fevereiro.

Em Minas Gerais, os deputados Alencar da Silveira Júnior (PDT) e Thiago Ulisses (PV) apresentarão na próxima semana projeto para proibir uso de comandas. Em Santa Maria, quando o fogo começou, os seguranças impediram que as pessoas saíssem sem pagar as comandas. A saída só foi liberada quando o incêndio se alastrou. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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