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Apenados recebem cursos de capacitação

Projeto atenderá 592 alunos-presos inscritos

Começaram na tarde desta segunda-feira, no Auditório do Presídio Central de Porto Alegre, os cursos de qualificação profissional na área da construção civil para apenados, promovidos pela Fundação Gaúcha do Trabalho e da Ação Social (FGTAS). A ação é do Projeto Recomeçar, do Programa Estruturante Nossas Cidades.

Com o objetivo de reinserção social do preso, o projeto visa prepará-lo para entrar no mercado de trabalho após o cumprimento da pena no sistema fechado. "A meta é a redução nos níveis de reincidência e a recuperação da condição de cidadão do apenado, para que ele exerça atividade lícita após o cumprimento da pena", explica a gerente do projeto Recomeçar, Maria Lúcia Médici, e assessora do Departamento de Planejamento da Secretaria de Planejamento.

São, ao todo, cinco cursos: Pintor de Obra (100 horas), Assentador de Azulejos e Pisos Cerâmicos (100 horas), Instalador Hidráulico Predial (120 horas), Eletricista de Instalações Prediais (200 horas) e Pedreiro (180 horas). Eles serão realizados em 19 presídios gaúchos para 592 alunos-presos inscritos. As aulas serão ministradas em dois turnos, de segunda a sexta-feira, até o dia 30 de junho. Em julho, os cursos são retomados com novas turmas.

Os cursos serão aplicados pelas empresas que venceram a licitação: Associação de Desenvolvimento Social e Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Aldeia); Fundação Cooperhabic para a Educação e Assistência Social (Cooperhabic); Instituto Cia Ideal (ICI); Instituto Educacional de Qualificação Profissional (Instituto Qualificar) - IEQP, e Instituto Ensinar de Desenvolvimento Social (Iedes).

Condições dignas

Na aula inaugural, a governadora Yeda Crusius destacou a prioridade dada à reinserção social dos apenados. "Estamos dando condições dignas aos apenados, seja os que estão em regime fechado ou semiaberto. Trabalhamos pela reinserção social", explicou a governadora. De acordo com ela, nos últimos dias, foram destinados R$ 81 milhões do Fundo de Recuperação do Estado (FRE) para a construção de casas prisionais.

Com estes recursos, serão construídas duas penitenciárias e quatro albergues emergenciais que abrirão mais de 1,4 mil novas vagas no sistema prisional do Estado. "Nossa meta não é apenas zerar o déficit de vagas no semiaberto, mas instituirmos um novo paradigma para o sistema prisional, com condições dignas de utilização das cadeias, onde a prioridade é a segurança, a disciplina, o respeito e o combate ao ócio do apenado através do estudo e do trabalho", disse a governadora.