tenente-coronel Marco Antônio Quevedo. O oficial comandava o órgão no período em que o MP identificou supostas ações de espionagem ilegal com fins eleitorais, e pediu afastamento do cargo. No depoimento, Quevedo negou saber de qualquer iniciativa para o acesso irregular a dados sigilosos de cidadãos por meio do Sistema de Consultas Integradas da Segurança Pública.
Para promotor, o depoimento reforçou a convicção do MP de que o sargento Cesar Rodrigues, preso no mês passado sob a acusação de ser pivô do esquema, recebia ordens de pessoas que não integram a Brigada Militar. Amílcar Macedo ainda pretende ouvir mais duas pessoas, entre elas a assessora da governadora, Sandra Terra.
Amílcar relatou enfrentar, há duas semanas, dificuldades para notificá-la. "Já tentei ligar inúmeras vezes, mas ela não atende o telefone. Há alguns dias ela chegou a atender, mas desligou ao perceber que eu estava na linha." A assesora foi citada pelo sargento César Rodrigues em depoimentos.
A investigação do MP já ouviu o ex-chefe de gabinete no Palácio Piratini, Ricardo Lied, e a atual assessora de Yeda Crusius, Walna Villarins Meneses. Os dois negaram qualquer envolvimento com o caso.