Os alunos afirmam que houve falha e discriminação na seleção para docência da disciplina de Criminologia e Direito Penal e exigem a anulação do concurso, a abertura de um processo administrativo e o afastamento de parte dos integrantes da direção. “Em nenhum momento a reitoria ou a faculdade de direito se posicionou. Há quatro meses não se posicionam frente às reivindicações”, disse o diretor de comunicação do centro acadêmico da faculdade de direito, André da Rocha, em entrevista à Rádio Guaíba.
Rocha explica que durante o processo seletivo, um dos integrantes da banca deu nota máxima a apenas um candidato e atribuiu conceito baixo aos demais concorrentes. Com base em uma cópia da declaração dos outros examinadores, o Centro Acadêmico fala, ainda, que eles foram constrangidos a assinar a ata e que, entre os candidatos, o mais prejudicado foi o professor Salo de Carvalho, que já ministra aulas no curso.
Conforme Rocha, além da anulação do concurso, o grupo quer que o diretor da Faculdade de Direito, Danilo Knijnik, se pronuncie e seja afastado do cargo, que o professor que atribuiu as notas venha a público se justificar e que seja instaurado um processo administrativo disciplinar sobre o fato.
Na quarta-feira haverá uma reunião do Conselho de Ensino e Pesquisa de Extensão, que trata de assuntos da graduação, mas não foi confirmado que a anulação ou homologação deste concurso estará em pauta. A assessoria da Ufrgs afirma que não tem os contatos da direção para uma entrevista.
*Com informações da repórter Vitória Famer