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Associação de vítimas da Kiss oficializa pedido para Papa visitar Santa Maria

Entidade busca apoio de autoridades brasileiras para pontífice estender agenda quando vir ao Brasil

A Associação de Familiares e Vitimas da Tragédia de Santa Maria enviou fax ao Vaticano onde oficializa o pedido da presença do Papa Francisco no municipio quando visitar o Brasil no mês de julho. O presidente da Associação, Adherbal Ferreira informou que diversos segmentos da comunidade e até mesmo do resto do país estão apoiando a iniciativa.

Entre os que já manifestaram apoio estão Arquidiocese de Santa Maria, Univesidade Fedeal de Santa Maria, governos estadual e municipal e pessoa ligadas a Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no mês de julho no Rio de Janeiro. Segundo Adherbal Ferreira, o Papa viveu o sofrimento de uma tragédia na Argentina, quando houve o incêndio da boate República de Cromagnon ocorrida em 30 de dezembro de 2004, com a morte de 194 pessoas. "Estamos buscando apoio de varias autoridades do Brasil para a vinda do Papa à nossa cidade", salientou Adherbal Ferreira.

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) que responsabilizou oito pessoas pelo incêndio na boate Kiss. Os denunciados se tornaram réus no processo criminal sobre a tragédia que deixou 241 mortos. O incêndio na boate Kiss começou entre 2h30min e 3h da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. Exames do Instituto Geral de Perícia (IGP) confirmaram que as 241 mortes ocorreram por asfixia, em função da inalação de dióxido de carbono com cianeto.



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