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Ato contra aumento de passagens reúne milhares em Porto Alegre

Caminhada percorreu o Centro e se concentrou no Largo Zumbi dos Palmares

Policia estava presente durante todo o ato, mas nenhuma confusão ocorreu durante a manifestação
Policia estava presente durante todo o ato, mas nenhuma confusão ocorreu durante a manifestação Foto : Fabiano do Amaral
A marcha de estudantes contrários ao aumento da passagem de ônibus ganhou apoiadores e concentrou milhares de pessoas no Largo Zumbi dos Palmares, nesta segunda-feira. A multidão iniciou o protesto em frente à prefeitura de Porto Alegre, seguindo em marcha até chegar na Cidade Baixa. Mais de 50 homens do Pelotão de Operações Especiais e da Cavalaria da BM garantiram a segurança. Os participantes começaram a dispersar no fim da noite.

Depois de protestar por cerca de 40 minutos em frente ao Paço Municipal, o grupo seguiu em direção à Júlio de Castilhos, protestou nas imediações do Terminal Parobé e do Camelódromo e bloqueou o Túnel da Conceição, ocasionando muitos congestionamentos. Na sequência, os manifestantes tomaram Osvaldo Aranha, João Pessoa, Salgado Filho e Borges de Medeiros. Às 20h30min, pessoas ainda desciam rumo ao Largo Zumbi dos Palmares, onde será definida a data de mais um protesto. Agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) também monitoraram a movimentação.

No caminho, parte dos ativistas pichou prédios com spray e derrubou pelo menos um contêiner de lixo seco, na Júlio de Castilhos. Rojões eram acionados ao longo da caminhada. Ao longo da avenida Salgado Filho, pelo menos três coletivos foram atingidos a pedradas, um deles em uma janela e dois em sinaleiras na parte traseira. Já nas imediações do Largo Zumbi dos Palmares, mais dois ônibus foram pichados ao passar pela avenida Loureiro da Silva.

Mais cedo, centenas haviam se reunido na Praça Montevidéu, em frente ao Paço Municipal. Dois deles, com o rosto coberto, distribuíram flores aos policiais militares e com uma máquina fotográfica registraram, um a um, o rosto dos soldados.

Na rede social Facebook, a expectativa era reunir mais de 5,4 mil pessoas em frente à Prefeitura. O objetivo do protesto foi sinalizar o descontentamento da população com o aumento da passagem, de R$ 2,85 para R$ 3,05 – que passou a vigorar na segunda-feira passada. Uma série de manifestações pressiona o Executivo municipal a reduzir a tarifa para R$ 2,60. À tarde, o prefeito, José Fortunati, recebeu representantes de entidades estudantis para tratar da questão.

De acordo com um comunicado da União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul (UEE/RS), foi entregue ao prefeito um documento "fruto de uma ampla mobilização das organizações estudantis, envolvendo 25 entidades", entre elas o Centro Estadual da Engenharia da Ufrgs (Ceue), da UFRGS, a UGES, a UBES e a UMESPA. Enviaram representantes à reunião estudantes ligados aos Diretórios Acadêmicos da Uniritter, do Centro Universitário Metodista IPA, das Faculdades Riograndenses (Fargs) e da Faculdade São Francisco de Assis (Unifin).

Na quarta-feira, um grupo de manifestantes tentou invadir a sede da prefeitura durante manifestação. O protesto, que começou de foram pacífica, foi interrompido por vândalos que quebraram vidraças, danificaram a porta de entrada do prédio e picharam a fachada.

O Pelotão de Choque da Brigada Militar (BM) conteve manifestantes com gás lacrimogêneo, escudos e cassetetes. Pelo menos duas pessoas se feriram – uma mulher e um guarda municipal. Gritando palavras de ordem, a maioria dos manifestantes caminhou até o Palácio da Polícia, na avenida João Pessoa.

Com informações de Cristiano Soares e Samantha Klein.



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