De fato, quem estava próximo dos ambientes de confronto assistiu a uma atuação da Polícia Militar gaúcha jamais vista desde o início das manifestações, no ano passado. Diferente de outras ocasiões, nas quais a BM empreendeu métodos de inteligência e espionagem, desta vez aplicou práticas comuns de polícia ostensiva.
Quando ocorreu ameaça ao Paço Municipal, o Choque marchou contra a turba. Nos atos de depredação às fachadas e bancos, bombas foram lançadas. A empreendida foi condizente com a expectativa de setores da sociedade. Só que algumas das bombas foram lançadas no meio da aglomeração, atingindo também a quem não estava comprometido com atos ilícitos.
Manifestantes pacíficos ficaram inconformados. O comandante do 9º BPM, tenente-coronel Córdova, disse que a reação desta noite é modelo de atividade policial em controla a distúrbios públicos. Ele não revelou qual a estratégia para as próximas manifestações, mas garantiu que a Brigada está preparada para atuar de acordo com as leis.
O ação foi toda coordenada do ar, por helicóptero, e acompanhada por terra pelo comandante do Policiamento da Capital, coronel João Godói.