Cerca de 130 pessoas compareceram no encontro e foi sentida a ausência de Ministério Público e Tribunal de Justiça, que não enviaram representantes. O presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Adherbal Ferreira, precisou intervir e pedir calma para a audiência prosseguir.
O evento foi promovido pela Defensoria Pública do Estado, para debater e apresentar trabalhos desenvolvidos pela entidade após o incêndio que provocou a morte de 241 pessoas. O delegado Sandro Meinerz, que auxiliou na investigação do caso, era um dos membros da mesa.
Muitos dos presentes acusaram alguns dos membros da mesa, na audiência, de envolverem política nas discussões. Esses protestos foram dirigidos principalmente por conta da presença de uma assistente social representante da prefeitura e também de um deputado.
A audiência é comandada pelo dirigente do núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública, João Otavio Carmona. Também está presente o defensor público geral do Estado, Nilton Leonel Arnecke Maria. O delegado Marcelo Arigony estava na plateia.
Durante os pronunciamentos, o pai de uma das vítimas declarou enfaticamente seu descontentamento com a atitude dos bombeiros da cidade. "Não sei como permitiram funcionar, pois é uma verdadeira arapuca. Uma verdadeira bomba", protestou Nei Carvalho, pai de Pamela Lopes, que morreu na casa noturna, aos 19 anos.