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Autor do livro sobre tragédia de Santa Maria depõe por duas horas

Lauro Trevisan explicou que narrativa do transporte de jovens vivos no frigorífico foi "alegoria"

Padre depõe por duas horas sobre livro da tragédia na boate Kiss
Padre depõe por duas horas sobre livro da tragédia na boate Kiss Foto : João Vilnei / Especial CP
Durou cerca de duas horas o depoimento do padre e escritor Lauro Trevisan na 1ª Delegacia de Polícia de Santa Maria nesta segunda-feira. Acompanhado do advogado Dorval Bráulio Marques, o depoimento teve como foco a página cinco do livro "Kiss: Uma Porta para o Céu". Na saída da delegacia, Trevisan explicou que o relato de que duas ou três pessoas foram transportadas no caminhão frigorífico do local da tragédia até o Centro e Municipal foi uma "alegoria".

Lauro Trevisan também citou que os comentários sobre a possibilidade dos jovens terem sido transportados vivos em frigorífico, no dia da tragédia, foram feitos por diversas pessoas, mas não citou nomes. O advogado do escritor descartou a possibilidade do padre ser indiciado por falso testemunho. "Não existe nada que possa indiciar o meu cliente", enfatizou.

O pedido para que o padre prestasse depoimento partiu da Associação de Familiares de Vitimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM). Segundo o advogado da associação, Jonas Stecca, a obra revoltou amigos e familiares e muitos teriam regredido no tratamento com psicológos.

O presidente da AVTSM, Adherbal Ferreira, criticou a narrativa de fatos "sem qualquer comprovação de terem ocorrido". Na página cinco do livro, Trevisan escreveu: “No auge da balada celestial, o Pai perguntou se alguém queria voltar. Dois ou três disseram que sim e foram encontrados vivos no caminhão frigorífico que transportava os corpos ao Ginásio de Esportes.”


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