Lauro Trevisan também citou que os comentários sobre a possibilidade dos jovens terem sido transportados vivos em frigorífico, no dia da tragédia, foram feitos por diversas pessoas, mas não citou nomes. O advogado do escritor descartou a possibilidade do padre ser indiciado por falso testemunho. "Não existe nada que possa indiciar o meu cliente", enfatizou.
O pedido para que o padre prestasse depoimento partiu da Associação de Familiares de Vitimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM). Segundo o advogado da associação, Jonas Stecca, a obra revoltou amigos e familiares e muitos teriam regredido no tratamento com psicológos.
O presidente da AVTSM, Adherbal Ferreira, criticou a narrativa de fatos "sem qualquer comprovação de terem ocorrido". Na página cinco do livro, Trevisan escreveu: “No auge da balada celestial, o Pai perguntou se alguém queria voltar. Dois ou três disseram que sim e foram encontrados vivos no caminhão frigorífico que transportava os corpos ao Ginásio de Esportes.”