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Azul faz voo experimental com biocombustível à base de cana-de-açúcar

Combustível renovável reduz custos e reduz emissão de gases

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras fez um voo experimental utilizando um combustível renovável inovador, produzido a partir da cana-de-açúcar nesta terça-feira. Um jato E195 da companhia partiu do Aeroporto de Viracopos, em Campinas com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Batizado de Azul+Verde, o projeto – executado em parceria com a Amyris Inc., Embraer e GE – teve início em novembro de 2009 com o objetivo de testar o desenvolvimento de um combustível renovável para jatos potencialmente capaz de reduzir as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa. Além disso, oferecer uma alternativa para combustíveis derivados do petróleo, um grande passo em direção a uma indústria de transporte aéreo sustentável.

“O compromisso da Azul em reduzir a utilização de produtos petrolíferos voláteis vai além de diminuir nossos custos. O principal objetivo é inovar na prestação de serviços, empregando as melhores tecnologias para evitar a emissão excessiva de carbono e conscientizar nossos Clientes que eles estão optando por uma companhia aérea que, não só se preocupa com o meio ambiente, mas que está agindo para preservá-lo”, disse o vice-presidente Técnico-Operacional da Azul, Flávio Costa.

O estudo realizado pelo Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) sobre o ciclo de vida dos gases de efeito estufa do bioquerosene da Amyris mostra que este combustível pode reduzir em até 82% a emissão de dióxido de carbono em comparação ao querosene de origem fóssil. “O biocombustível da Amyris foi desenvolvido para ser compatível com o querosene de aviação (A/A-1) para jatos. Desta maneira, foram feitos uma série de testes que mensuraram seu desempenho”, explicou o presidente & CEO da Amyrs, John Melo. “O voo de demonstração é um marco importante no nosso programa de combustível para jatos e nos permitirá prosseguir nos objetivos de aprovação internacional e de comercialização."

Esse combustível, chamado de AMJ 700, é feito com o uso de microorganismos modificados que trabalham como fábricas vivas, convertendo o açúcar em puro hidrocarboneto. Tal método resulta em um querosene renovável que, após certificado, atenderá aos padrões mais rigorosos da aviação e da American Society for Testing and Materials (ASTM).

Segundo o o diretor da Estratégia Ambiental e de Ecomagination da GE Aviation, Steve Csonka, para o voo experimental foi utilizada uma mistura equivalente de querosene de aviação comum com querosene renovável obtido a partir da fermentação da cana-de-açúcar (4,5 mil litros), o que torna esse um voo inédito na aviação brasileira. Para o vice-presidente-executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer, os testes realizados pela Embraer com o biocombustível da Amyris no Brasil foram um sucesso. "Isto confirma o potencial de desempenho deste combustível renovável, seja em termos técnicos, seja em termos ambientais."

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