A Justiça determinou, nesta sexta-feira, o bloqueio dos bens dos seis acusados de improbidade administrativa envolvendo fianças em Alvorada, na região Metropolitana. Conforme as investigações decorrentes da Operação Depuração, o delegado de Polícia Eduardo Moraes, dois policiais civis, um ex-policial militar, uma advogada e um sexto suspeito civil faziam parte de uma quadrilha que exigia valores superfaturados em pagamento de fiança para relaxar prisões em flagrante na Delegacia de Pronto Atendimento da cidade. Familiares dos presos eram vítimas da extorsão. Os montantes extras eram embolsados pelo grupo.
O limite de bloqueio de valores nas contas dos seis é de R$ 100 mil e já é válido, assim como o dos bens. A advogada Graziela da Silva Batista, que era considerada foragida, se apresentou hoje à tarde ao Ministério Público, na Promotoria de Alvorada. Ela prestou depoimento e foi encaminhada à Penitenciária de Guaíba para cumprir a decisão de prisão preventiva.
O ex-PM Antonio Vergílio Fortes Martins segue foragido. Os demais foram presos ainda ontem, durante a desarticulação da Operação.
Entenda o caso
De acordo com a investigação, eram cobrados valores de até R$ 5 mil de cada um dos presos em flagrante. Em média, a extorsão era de R$ 2 mil. O montante era superior à fiança e, desse total, R$ 800 eram depositados judicialmente e o restante embolsado pela quadrilha.
Durante a investigação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil, foi apurado que presos, familiares e amigos chegaram a fazer “vaquinhas” para conseguir angariar o dinheiro exigido. As penas pelos crimes praticados podem chegar a 23 anos de prisão.
Bloqueados bens de acusados de extorquir familiares de presos em Alvorada
Pedido decorrente da Operação Depuração foi feito nesta tarde pelo Ministério Público