O coordenador-geral citou que o Corpo de Bombeiros de Gramado é o responsável por ocorrências em Picada Café, São Francisco de Paula ou Nova Petrópolis. “Enquanto atendemos a uma chamada na cidade vizinha, a outra fica desguarnecida”, lamentou. Conforme Ramos, em Porto Alegre, atuam 320 bombeiros, enquanto o ideal seriam 1,5 mil. De acordo com o coordenador-geral da Abergs, os padrões internacionais de segurança preconizam que cidades com mais de 1,5 milhão de habitantes tenham um bombeiro para cada mil habitantes. Disse que a situação da corporação é mais grave no interior do Rio Grande do Sul. “A cidade de Passo Fundo é responsável hoje pelo atendimento de 120 municípios. É impossível trabalhar nessas condições”, acrescentou.
A nova legislação foi aprovada por unanimidade no Legislativo gaúcho devido à tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, que matou 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos no dia 27 de janeiro deste ano. A lei estabelece sanções como a aplicação de multas e embargo do estabelecimento para quem desrespeitar a lei. A matéria foi aprovada com 37 emendas.
O tenente-coronel Adriano Krukoski, comandante do Corpo de Bombeiros de Porto Alegre, ressaltou que a lei estadual aprovada nessa quarta-feira contra incêndios é adequada. Ele afirmou que as novas regras trarão grandes avanços, principalmente para os locais que recebem grande público. Krukoski adiantou que o projeto oferecerá prazo de até três anos para as adaptações necessárias às casas noturnas do Rio Grande do Sul.
Para o tenente-coronel, além de ser mais rígida, a nova legislação torna mais claras as competências de todos os envolvidos nos processos de fiscalização e de autorizações para funcionamento de diferentes empreendimentos no Rio Grande do Sul.