Segundo o representante do movimento no Rio Grande do Sul, Osmar Lima, a mobilização é pacífica e não tem intenção de atrapalhar o fluxo de veículos, acrescentando que a orientação repassada a todos os caminhoneiros é de que parem as atividades em casa ou em estacionamentos. Entretanto, Lima não descartou a possibilidade de caminhoneiros, no interior do Estado, tentarem forçar a parada de outros motoristas que não aderiram à paralisação – o que poderia causar momentos de lentidão nas vias.
Temendo interrupções nos trecho que administra, a concessionária Univias ingressou na Justiça e obteve liminares para as rodovias dos polos Metropolitano e de Lajeado, com previsão de multa ao Movimento União Brasil Caminhoneiro em caso de manifestação que prejudique o fluxo nestas estradas.
Segundo o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Cargas, José Carlos Silvano, como as apólices de seguro não cobrem perdas por conflitos, muitas empresas devem paralisar por precaução a distribuição de cargas. Além disso, Silvano acrescentou que, no caso da paralisação ultrapassar 24h de duração, os consumidores de algumas localidades devem começar a sentir a demora para o reabastecimento de alimentos perecíveis e combustíveis.