Acompanhados de familiares, amigos e vizinhos, os noivos foram conduzidos até a galeria, local onde, desde as décadas de 60 e 70, são celebrados matrimônios de pessoas que não podem arcar com as despesas de uma cerimônia. Apesar de não haver custos, o objetivo de todos os casais na ocasião, independentemente do tempo de relação, era o de formalizar a união.
“É a única forma que temos para oficializar e comprovar a nossa relação”, destacou a secretaria Vanessa Kuhn, de 32 anos. Ela se uniu ao açougueiro Elias Raquele, de 30 anos. Apesar do casamento ter ocorrido somente nesta tarde, eles estão juntos há mais de 2 anos. Dessa união, nasceu o pequeno Antoni, de 3 anos, que acompanhou a cerimônia no colo dos avós.
Já o casal Manoel Meireiles, de 37 anos, e Fabiane Silva, de 32 anos, foram acompanhados apenas de amigos para dizer o “sim” ao juiz de paz e formalizar a união de 14 anos. “É um momento que vai ficar guardado na memória para sempre”, garantiu a secretária, mãe de dois filhos. Ordenadamente, os casais foram chamados um por um para a troca das alianças e assinatura da certidão de casamento.
Para o coordenador do memorial, José Teixeira Giorgis, a quantidade de matrimônios realizados na Galeria, em cada edição, que reune de 20 a 30 casais, mostra o quanto o casamento continua prestigiado. “A nossa intenção é contribuir para uma integração maior com sociedade, possibilitando aqueles que não podem se casar, realizar seus sonhos e objetivos”, destacou. Após a assinatura do último casal, foi realizado um brinde emocionado entre as uniões recém-formadas.