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Cavalgada, missa e barulho marcam sete meses de tragédia

Incêndio na casa noturna matou 242 pessoas em Santa Maria

Familiares, sobreviventes e amigos das vítimas participaram do ato em Santa Maria
Familiares, sobreviventes e amigos das vítimas participaram do ato em Santa Maria Foto : João Vilnei / Especial CP
Diversas atividades estão programadas nesta terça-feira em Santa Maria para lembrar os sete meses do incêndio na boate Kiss, ocorrida na madrugada do dia 27 de janeiro na cidade da região Central do Estado. Mais cedo, ao menos 40 jovens, amigos das vítimas, participaram de uma cavalgada em frente ao prédio onde funcionava a casa noturna, na Rua dos Andradas, no Centro.

A cavalgada contou ainda com cinco sobreviventes da tragédia e percorrereu as ruas de Santa Maria no entorno da danceteria. O grupo prestou diversas homenagens às vítimas e entregaram um documento aos componentes da Associação dos Familiares de Vitimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) demonstrando apoio na busca por justiça.

Mais tarde, às 13h, uma missa crioula ocorrerá na Basílica da Medianeira. Às19h, ocorre o já tradicional "Minuto de Barulho", momento com salvas de palmas, buzinaço e badalar dos sinos, para lembrar o sinistro. Logo depois, um ato ecumênico na Igreja Episcopal Anglicana fechará o dia.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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