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Cerca de 3 mil presos do semiaberto devem usar tornozeleiras

Quinze detentos começaram a utilizar hoje o equipamento de forma experimental

Tornozeleiras começam a ser usadas por presos hoje
Tornozeleiras começam a ser usadas por presos hoje Foto : Paulo Nunes/CP Memória
Um cálculo feito pela Defensoria Pública do Estado (DPE) estima que as tornozeleiras de monitoramento eletrônico podem colocar nas ruas todos os presos do Estado em regime aberto (2428 homens e mulheres) e quase metade dos que cumprem pena no semiaberto (6567). A meta do governo do Estado é implantar cinco mil equipamentos até 2014. Nesta terça-feira, sete presos do Instituto Penal Irmão Miguel Daria, em Porto Alegre, e oito do Instituto Penal de Viamão começaram a utilizar, de forma experimental por 30 dias, as tornozeleiras. Segundo o coordenador das Casas Prisionais da DPE, André Girotto, a realidade precisa ser assimilada pela população.

“As pessoas não ficarão sempre no sistema prisional. É preciso entender isso”, disse Girotto. O defensor explicou que a volta do preso para a sociedade é uma realidade inevitável e as tornozeleiras servem de alternativa para que isso ocorra da melhor forma. O equipamento tem o objetivo de reduzir o número de pessoas detidas e os custos do Estado com os presos.

Outro dado destacado pelo defensor foi a aceitação dos apenados. Ele disse que, apesar de o uso do equipamento criar um estigma nos usuários, a população carcerária é amplamente favorável ao sistema. O Rio Grande do Sul tem hoje quase nove mil presos nos regimes aberto e semiaberto. O número corresponde a praticamente um terço do total de apenados nas casas de detenção.