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Cerca de 300 pessoas protestam em frente ao prédio do INSS na Capital

Centrais sindicais querem que governo reveja regras para aposentadoria

Cerca de 300 pessoas se reuniram para protestar contra o fator previdenciário na frente do prédio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), próximo ao Mercado Público, em Porto Alegre na manhã desta terça-feira. O movimento foi uma iniciativa das centrais dos trabalhadores (CUT, Força Sindical, CTB, CGTB, UGT e Nova Central), que querem que o governo federal reveja as regras para a aposentadoria.

As centrais alegam que o governo havia se comprometido de apresentar uma proposta 60 dias após a reunião que tiveram com a equipe econômica. “Havia o compromisso do governo em apresentar uma proposta para o fim do fator previdenciário e isso não aconteceu. Isto é um mal que afeta o salário do trabalhador que se aposenta, com perdas de 30% a 50%”, afirmou o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiros no RS (CTB/RS), Giomar Vidor.

Apesar de o governo federal ter compromisso histórico com o trabalhador, ainda faltam alguns pontos a serem buscados. “Tivemos avanços no salário mínimo, por exemplo, mas quem não está nesta faixa não consegue ganhos reais”, comentou Vidor.

O diretor da Força Sindical, Cláudio Correa, destacou que o fator previdenciário existente é para quem começou a trabalhar agora e não para quem está se aposentando. “Mudaram o fator previdenciário porque as pessoas estavam vivendo mais e se aposentando mais cedo. Mas o que não está dito é que as pessoas que se aposentam agora começaram a trabalhar com 14 anos, porque era permitido e não com 18”, disse.

Correa também lembrou que quem se aposenta com salário abaixo do que recebia enquanto trabalhava, precisa procurar outra forma de trabalho para complementar a renda. “O trabalhador quer uma aposentadoria digna. O aposentado que volta a trabalhar acaba tirando a vaga de um jovem que está entrando no mercado de trabalho”, completa.

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