A exemplo do que ocorreu um mês após o incêndio, será realizado um minuto de barulho, quando os sinos das igrejas do município irão soar, motoristas acionarão buzinas e participantes do encontro baterão palmas. "A manifestação em homenagem aos nossos filhos pode ocorrer indivudalmente", destacou o presidente da associação Adherbal Ferreira.
Homenagem idêntica será realizada na Argentina por familiares e sobreviventes da tragédia ocorrida em dezembro de 2004, quando 194 pessoas morreram em uma casa noturna com as mesmas características da Kiss.
De acordo com o Ministério da Saúde, seis pessoas permanecem internadas dois meses após o incêndio. Todas estão em hospitais de Porto Alegre. Porém, conforme o órgão federal, ainda não há uma previsão de alta dos pacientes.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 mortos.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
