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Cinzas vulcânicas não devem prejudicar operações no Salgado Filho

Após fechar devido à neblina, aeroporto voltou a operar normalmente às 8h

Amanhecer em Santa Vitória do Palmar com presença de nuvem vulcânica no céu
Amanhecer em Santa Vitória do Palmar com presença de nuvem vulcânica no céu Foto : Paulo Duarte / Especial CP
As cinzas do vulcão chileno Puyehue Cordón-Caulle, que avançaram pela América do Sul, não devem prejudicar as operações do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, segundo a MetSul Meteorologia. De acordo com o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, a nuvem de cinzas muito densa que atuou durante o domingo em Buenos Aires e Montevidéu já se afastou para o mar junto ao Litoral Sul gaúcho. Uma segunda área de cinzas que cobre o Norte do Argentina deverá ser carregada por vento de Oeste para o Estado, mas tem menor densidade e não deve acarretar problemas para o tráfego aéreo doméstico no terminal da Capital.

As cinzas do vulcão chileno Puyehue Cordón-Caulle chegaram ao Rio Grande do Sul no final desse domingo, entre 21h e 22h, pelo Chuí. Imagens de satélite analisadas pela MetSul Meteorologia no começo da manhã desta segunda-feira mostravam que o material vulcânico em suspensão na atmosfera segue concentrado no Extremo Sul gaúcho, entre Chuí e Rio Grande.

Conforme o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, vento muito forte na Patagônia entre sexta e sábado carregou as cinzas depositadas no solo da região para o Norte. “Ao contrário do que se imagina, não houve uma nova erupção do vulcão chileno e sim vento de até 120 km/h na Patagônia que levantou toda a poeira vulcânica que estava no chão desde junho”, comentou o especialista. Com o deslocamento de uma massa de ar polar na região, as cinzas acabaram transportadas pelo vento para a região de Buenos Aires.

A nuvem de cinzas vulcânicas que atingiu Buenos Aires e Montevidéu ontem foi a mais densa a ter afetado a região do Prata desde a explosão do vulcão em junho. A visibilidade durante a tarde do domingo na capital argentina chegou a apenas 800 metros, afetando o tráfego aéreo com cancelamentos de mais de cem voos em Aeroparque e Ezeiza. Outras cidades da Argentina como Rosário e Córdoba também foram alcançadas pelas cinzas. No Sul e no Leste do Uruguai o céu ficou escuro e as operações no Aeroporto de Carrasco, de Montevidéu, também foram comprometidas.

Para a MetSul, a maior preocupação segue sendo a área do Prata, mas com tendência de melhora. A visibilidade nesta manhã em Buenos Aires e Montevidéu já era muito maior do que no domingo e a concentração de cinzas bastante inferior, o que pode permitir que os voos sejam gradualmente retomados entre hoje e amanhã. “A recomendação para quem tem viagem marcada para Argentina e Uruguai é procurar a companhia aérea porque as próximas horas ainda devem ser de transtornos no tráfego aéreo do Prata”, aconselhou o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall.

Neblina fechou o aeroporto Salgado Filho

O Aeroporto Internacional Salgado Filho ficou quase três horas fechado nesta segunda-feira, devido à falta de visualização provocada pela densa neblina na Capital. Às 7h, o terminal voltou a realizar decolagens e uma hora mais tarde, partidas. As operações ocorrem por instrumentos. Desde as 5h20min, quando as viagens ficaram interrompidas, cinco voos foram cancelados (três de chegada e dois de partida). O número de atrasos chegou a 14.





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