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Circuito Urbano conta com simuladores de capotamento e de acidente em Porto Alegre

Ação serviu como alerta para a importância da segurança no trânsito

Agentes simularam resgate de jovem presa às ferragens após acidente de trânsito
Agentes simularam resgate de jovem presa às ferragens após acidente de trânsito Foto : Matheus Piccini

O trecho 1 da orla do Guaíba recebeu, neste sábado, a segunda edição do Circuito Urbano. A ação foi promovida pela Prefeitura, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), Brigada Militar e demais parceiros. Diversas ações de conscientização à comunidade foram abordadas, como simuladores de capotamento e de um acidente real, atendido por técnicos do Samu e Bombeiros. O ato em si chamou a atenção dos presentes, que puderam entender como um atendimento a ocorrência é realizado.

Para o secretário Municipal de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Adão de Castro, estas experiências buscam fazer com que as pessoas tenham a percepção dos riscos existentes na circulação viária. “Todos nós precisamos desenvolver uma cultura de segurança no trânsito. Há quem banalize muito esta questão, mas o trânsito é feito sobretudo pela percepção das pessoas. Hoje, no Brasil, temos mais de 20 mil mortes causadas por acidentes, e a pandemia não afetou muito a redução dos óbitos”, diz.

Ainda conforme ele, em 2021, em torno de cinco pessoas morreram por dia no trânsito do Rio Grande do Sul por acidentes de trânsito. “Pessoas imprudentes muitas vezes ocupam vagas em unidades de saúde que poderiam estar sendo utilizadas por outras. Há um custo disto para toda a sociedade”, afirmou. Conforme o Correio do Povo mostrou na edição desta sexta-feira, dados da Prefeitura mostram que os acidentes na Capital aumentaram quase 22% entre janeiro e maio de 2022 em relação ao mesmo período do ano passado.

Na simulação, um automóvel foi tombado e uma jovem ficou “presa” às ferragens. O Corpo de Bombeiros precisou quebrar os vidros para resgatá-la, que foi “socorrida” pelo Samu na sequência. “Temos percebido que, com este final de pandemia, digamos assim, as pessoas têm esquecido algumas regrinhas básicas, de não beber antes de dirigir, entre outras. Precisamos que as pessoas as relembrem, e sempre pensem que podem estar no lugar daquelas que estão ali acidentadas”, afirmou o 1º Tenente do Corpo de Bombeiros, Rafael Vieira Cabral.

A simulação do atendimento real mobilizou agentes públicos, e reuniu diversos olhares curiosos. A estudante Manoela Kaul e a médica Aura Correa, ambas companheiras e moradoras do bairro Bom Fim, observaram parte da ação e se impressionaram com o que viram. “É muito interessante, e precisamos de mais ações educativas neste sentido. É preciso ter sempre muita atenção aos primeiros socorros. Quanto mais ágil o atendimento, melhor para a vítima”, salientou Aura.