Dos pacientes que deixaram a internação, três estavam em Santa Maria e um no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O número de feridos em ventilação mecânica passou de 35 para 29.
A tragédia resultou na morte de 237 jovens. Do total das internações, 39 estão em Santa Maria; 49 em Porto Alegre; três em Canoas; um em Caxias do Sul e um em Ijuí. Mesmo coma recuperação de alguns pacientes, o clima ainda é de grande apreensão entre os familiares.
A angústia aumentou neste final de semana em função da morte de um dos pacientes que estava internado no Hospital de Clínicas, Bruno Portella Fricks. A notícia abalou os outros familiares, que seguem acompanhando o estado de saúde de seus parentes no auditório montado no hospital.
No dia 28 de janeiro, o Clínicas chegou a ter 18 vítimas internadas – agora é de 14. O hospital já está utilizando o medicamento vindo dos Estados Unidos no tratamento da intoxicação por fumaça do incêndio. A maioria dos pacientes que estão no Clínicas estão recebendo cuidados em relação à fumaça tóxica e às queimaduras.
No Complexo Hospitalar da Santa Casa, 10 pacientes estão internados. Destes três deixaram a UTI no final de semana. Um dos pacientes está em estado grave e necessita de ventilação mecânica. Os demais seguem em situação regular.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min do domingo passado. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado em uma forração de isopor.
Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimões, usados para organizar as filas.
*Com informações da repórter Mauren Xavier