Sanfelice estava no semiaberto desde o ano passado. Ele passava as noites no Patronato Lima Drummond, na zona Sul de Porto Alegre.
O empresário foi condenado a 19 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, por ter assassinado a esposa. A jornalista Beatriz Rodrigues, com 43 anos à época, foi queimada viva em julho de 2004.
Sanfelice foi condenado em 2006, mas se tornou foragido ao não se reapresentar no presídio de Novo Hamburgo em 10 de abril de 2008. Ele foi encontrado pela Interpol em maio de 2010 em Sevilha, na Espanha, e foi extraditado cerca de 10 meses depois.
O crime
O corpo da vítima foi encontrado carbonizado junto com o carro de Sanfelice, no Santuário Mãe de Deus, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, em 12 de junho de 2004. No primeiro depoimento do empresário à Polícia Civil, ele afirmou que a esposa havia desaparecido no Dia dos Namorados após ambos deixarem a sua residência, na rua Heller, Centro de Novo Hamburgo, com destino a uma agência bancária.
No local, o casal teria sacado R$ 1 mil e trocado de carro. Sanfelice disse ainda que o combinado seria almoçarem com um casal de amigos, mas o compromisso foi cancelado e a mulher não foi mais encontrada.
A condenação
No julgamento, testemunhas confirmaram a crise conjugal e detalhes da premeditação do crime. Também pesou contra o acusado um arquivo de computador de quatro dias antes da morte com o roteiro pré-elaborado para a realização do assassinato.
A ex-empregada doméstica do casal, acusada de falso testemunho e julgada no processo como cúmplice do crime, foi absolvida, por cinco votos a dois. O julgamento do empresário durou cerca de 40 horas, divididas em três dias de trabalhos.