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Construtora pede reconsideração de acordo sobre casarões

Solicitação foi encaminhada ao Conselho Superior do MP para rever proibição

Um pedido de reconsideração tenta restabelecer o acordo que permite a derrubada de três casarões erguidos da década de 30 na rua Luciana de Abreu, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Conforme o advogado da construtora Goldztein, Milton Terra Machado, a solicitação foi encaminhada ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). A empresa, conforme o acerto, iria conservar outros três imóveis no local.

A Goldztein admite que pode não mais manter o interesse no negócio. “A saída da empresa de cena implica, aí sim, no sepultamento das seis casas”, disse Machado.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) concedeu liminar para impedir a demolição dos casarões. O pedido de reconsideração é do procurador do Ministério Público do Estado, Túlio Barbosa, que participou da articulação do acordo com a construtora e o município. O CSMP não aceitou o que foi acertado. 

A decisão impedindo a derrubada de três casas e a recuperação de outras três é da 22ª Câmara do Tribunal de Justiça e foi proferida no dia 19. O caso é discutido há mais de uma década. Moradores do bairro iniciaram um movimento contrário à demolição alegando o caráter histórico do prédio. Machado põe em dúvida os interesses de quem pretende manter as casas em pé. “Não é patrimônio histórico. Isso está claríssimo”, declarou.

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