A Goldztein admite que pode não mais manter o interesse no negócio. “A saída da empresa de cena implica, aí sim, no sepultamento das seis casas”, disse Machado.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) concedeu liminar para impedir a demolição dos casarões. O pedido de reconsideração é do procurador do Ministério Público do Estado, Túlio Barbosa, que participou da articulação do acordo com a construtora e o município. O CSMP não aceitou o que foi acertado.
A decisão impedindo a derrubada de três casas e a recuperação de outras três é da 22ª Câmara do Tribunal de Justiça e foi proferida no dia 19. O caso é discutido há mais de uma década. Moradores do bairro iniciaram um movimento contrário à demolição alegando o caráter histórico do prédio. Machado põe em dúvida os interesses de quem pretende manter as casas em pé. “Não é patrimônio histórico. Isso está claríssimo”, declarou.