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No início da manhã, cinco ônibus da empresa Gazômetro, do Consórcio Unibus, chegaram a deixar a garagem. Mas após algumas ameaças, feitas por pessoas em motos, os motoristas retornaram. Enquanto isso, muitas pessoas começavam mais uma maratona para chegar ao serviço e cumprir os seus compromissos. Para alguns a solução estava mais próxima do que era esperada. Colegas de trabalho se articularam para, durante a greve, oferecer carona àqueles que utilizam o ônibus, explicou Paulo Ricardo Teixeira, no Terminal Antônio de Carvalho, na avenida Bento Gonçalves. Após alguns minutos, estacionava o colega, que já ia abrindo a porta do veículo para ele entrar. “Neste momento toda a ajuda é mais do que válida”, comemorou Teixeira.
A poucos metros dele, a vendedora Carla Rocha calculava com pessimismo os prejuízos em função da greve dos rodoviários. Além dos transtornos para conseguir chegar até o trabalho, na avenida Osvaldo Aranha, ela estava preocupada com a queda nas vendas. “Não sei como conseguirei pagar as contas neste mês. Recebo por comissão e mesmo indo até a loja, as vendas estão bem abaixo do esperado”, comentou.
Nas garagens a concentração de rodoviários permaneceu por toda a manhã, apesar de bem menor do que nos primeiros dias de mobilização. Na Carris e na Sudeste, do Consórcio Unibus, ambas no bairro Partenon, foram montados piquetes e integrantes do Movimento Bloco de Lutas pelo Transporte Público ocupavam a área de entrada das garagens. Na Sudeste, o grupo chegou por volta das 2h da madrugada.
No final da manhã, chegou a ocorrer uma reunião entre profissionais da Sudeste e a direção da empresa, que pedia o retorno das atividades. A negociação apenas entre os trabalhadores da empresa não vingou e a mobilização permaneceu.