Conforme o ministro, a defesa dos direitos humanos é uma grande preocupação do poder judiciário em Israel. “Centenas de casos chegam a nós anualmente através de organizações”, contou. O país tem 8 milhões de habitantes de diferentes religiões e culturas que precisam ser conciliadas.
O cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman, também presente no evento esclareceu que a realidade da Corte israelense deve ser vista no contexto da diversidade racial e religiosa. “Israel é muito peculiar e pouco formal. É um país dinâmico com gente de diversas origens, o que é uma semelhança com o Brasil”, destacou.
O tema abordado está em sintonia com a linha de pesquisa do programa de pós-graduação da Pucrs, segundo o diretor da Faculdade de Direito, Fabrício Dreyer Pozzebon. Com o auditório cheio de alunos, a vinda de Joubran foi comemorada. “É a primeira vez que recebemos um ministro da Corte de Israel. Sairemos desse encontro enriquecidos” disse. A presença representou um marco para a relação de intercâmbio, conforme o coordenador do programa de pós-graduação, Ingo Wolfgang Sarlet.
Também debateram o tema o desembargador do Tribunal de Justiça Eugênio Facchini Neto, o promotor de justiça do Ministério Público Cláudio Ari Mello e o juiz do Tribunal Regional Federal da 4ª Região Roger Rios.