Geral

CPI da Kiss decide não ouvir depoimentos de sócios da boate

Comissão alegou que competência é da Justiça e provocou protesto de familiares das vítimas

Os integrantes da CPI da Câmara de Vereadores de Santa Maria que investiga as causas da tragédia da boate Kiss optaram por não ouvir os dois proprietários da casa noturna, os empresários Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, o Kiko. A Associação de Familiares da Tragédia de Santa Maria havia pedido que os sócios fossem interrogados.

"Decidimos não concordar com o pedido em virtude de que os dois empresários são réus e o lugar mais adequado para que os mesmos prestem depoimento é o Poder Judiciário", destacou a presidente da CPI, Maria de Lourdes Castro. "A competência de ouvir o Mauro e o Kiko é da Justiça e não nossa", acrescentou.

A decisão não agradou aos familiares das vitimas da tragédia. Eles estavam no plenarinho da Câmara de Vereadores e protestaram contra resolução dos integrantes da comissão. A CPI também definiu que o prefeito Cezar Schirmer (PMDB ) será convocado para prestar depoimento depois que retornar de Brasília. Segundo a relatora Sandra Rebelato, o chefe do Executivo deve ser ouvido no dia 27 de maio.

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