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Defensoria entra com ação indenizatória para vítimas em Santa Maria

Estado, prefeitura, donos da boate Kiss e empresas que prestaram serviços aparecem como réus

Defensoria entra com ação indenizatória para vítimas em Santa Maria
Defensoria entra com ação indenizatória para vítimas em Santa Maria Foto : João Vilnei / Especial CP
A Defensoria Pública do Estado ingressou na tarde desta quarta-feira com uma ação civil na Justiça de indenização para os familiares das vítimas e sobreviventes da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, na região central. O incêndio ocorreu há dois meses e deixou 241 mortos.

O documento foi entregue por volta das 15h30min. Os defensores cobram reparação do governo estadual, da prefeitura de Santa Maria, dos proprietários do estabelecimento e de empresas que prestaram serviço para a casa noturna.

De acordo com o responsável pelo núcleo de direitos humanos da Defensoria, João Otávio Carmona Paz, algumas indenizações podem chegar a R$ 1 milhão. “O Superior Tribunal de Justiça tem decisões que em casos de morte, a indenização foi de R$ 1 milhão. Estamos levando ao Judiciário esse patamar, mas não podemos afirmar que será esse o valor pago”, ponderou.

“A Ação engloba todas as pessoas que direta ou indiretamente foram vítimas da tragédia. Após a decisão judicial será identificadas cada uma dessas vítimas. São réus nessa ação, a boate Kiss, com seus sócios formais e informais, o município de Santa Maria e o estado do Rio Grande do Sul”, acrescentou Carmona Paz.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 mortos.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

 







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