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Defesa de Cachoeira pede mais tempo para analisar dados sigilosos

Depoimento de investigado por CPI está marcado para terça-feira

Sob alegação de que não haverá tempo para analisar todos os dados sigilosos em posse da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista, os advogados de Carlinhos Cachoeira querem adiar o depoimento marcado para terça-feira. Na noite dessa quinta-feira, a defesa entrou com um novo pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manutenção da liminar concedida pelo ministro Celso de Mello garantindo ao contraventor goiano o direito de não depor no colegiado.

Na quarta-feira, um dia após abrir os dados secretos para a defesa de Cachoeira, a CPI protocolou no Supremo um pedido de reconsideração da decisão do ministro Celso de Mello, que agora terá que analisar as duas demandas. O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), que integra a CPI, esteve, na manhã desta sexta-feira na sala onde estão os arquivos secretos das operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal (PF).

Ao sair do local, ele disse ter constatado que os advogados de Carlos Cachoeira não estão usando o tempo disponível para a análise dos documentos. Segundo registros da comissão apresentados aos jornalistas, os advogados só estiveram na CPI na noite de terça-feira e em parte do dia de quarta-feira, não retornando na quinta nem na sexta.

"O presidente da CPI está colocando o ministro Celso de Mello a par de todas as informações sobre o acesso dos advogados aos documentos", informou. Teixeira acrescentou que o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), colocou à disposição da defesa todos os computadores com dados armazenados. O parlamentar afirmou que, com o recurso para evitar o comparecimento de Cachoeira à CPI na terça-feira, os advogados estão adotando uma atitude protelatória.

Para facilitar o trabalho dos advogados de Cachoeira, Vital do Rêgo já autorizou a abertura da sala com os dados sigilosos neste sábado e domingo das 9h às 20h.

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