Defesa de Elissandro Spohr representa contra promotora durante julgamento do caso Kiss

Defesa de Elissandro Spohr representa contra promotora durante julgamento do caso Kiss

Advogado acionou Lúcia Helena Callegari por exclusão de jurados

Sidney de Jesus

Advogado Jader Marques entrou com representação

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Durante o primeiro dia de julgamento da tragédia da Boate Kiss, nesta quarta-feira, o advogado de defesa do réu Elissandro Spohr, Jader Marques ingressou com uma representação no Conselho Nacioinal do Ministério Público (CNMP), contra a promotora de Justiça do MP, Lúcia Helena Callegari. O motivo foi a exclusão dos jurados com uso do aparato do Estado, ao fazer averiguações no sistema de Consultas Integradas, no qual é possível verificar antecedentes criminais e informações pessoais.

Em entrevista coletiva, a promotora Lúcia Helena classiificou de "factóide e teatro" a representação no CNMP e destacou que a consulta de cada jurado ocorre para garantir segurança aos participantes do Conselho de Sentença. "Temos uma preocupação muito grande pois aqui em Porto Alegre a maioria dos nossos réus são faccionados, moradores, integrantes de grandes facções. Por isso fazemos consultas", explicou a promotora, que lamentou a postura do advogado. "Minha preocupação é que todos os jurados se sintam seguros de entrar no Tribunal do Júri. Hoje ele apenas quis fazer um factóide. Lamento esse tipo de postura. Não acho uma postura para ser trabalhada", ressaltou.

Ao falar sobre o depoimento da primeira testemunha do julgamento, Kátia Geane Pacheco, Lúcia Callegari disse que foram apresentados pontos essenciais da prova. "O julgamento foi muito longo com perguntas desnecessárias e repetitivas, mas o depoimento dela foi muito importante. Mesmo cansada e não aguentando mais, a testemunha relatou que a casa estava lotada, sem cuidado nenhum e somente com a precupação de colocar cada vez mais gente", destacou.

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