De acordo com as investigações, a organização criminosa agia de duas maneiras. Na primeira delas, os integrantes escolhiam os itens de maior valor e capazes de render lucro maior, e, em grupos pequenos, compareciam aos leilões procurando identificar os interessados nos bens. Em seguida, faziam a abordagem dessas pessoas e exigiam dinheiro para não darem lances maiores, aumentando o valor final do bem leiloado. Com medo de arcarem com um pagamento superior, os interessados faziam o repasse do dinheiro solicitado, arrematando os bens pelo valor mínimo, gerando prejuízo grave às prefeituras.
A segunda forma de atuação constatada foi a arrematação do bem pelo valor mínimo ou abaixo do mercado por um dos integrantes da quadrilha (intimidando os demais interessados a não fazer lances), para revenda posterior em um “leilão extraoficial” que, por vezes, ocorria logo depois do leilão realizado pelas Prefeituras. A prática é conhecida como “caixinha”.