A denúncia, ajuizada no fim de maio, é assinada pelo promotor-assessor da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Luciano Vaccaro, após sete meses de investigação por meio de um Procedimento Investigatório Criminal. Foi apurado que, entre 2004 e 2011, os denunciados se apropriaram dos valores através da emissão de notas fiscais frias pela Organização Técnica São Leopoldo Mandic Ltda (fundada pelos então diretores da Conesul estritamente para esse fim) e pelas empresas Estúdio K e Adventus. As notas se referiam ao fornecimento de produtos e serviços que, na realidade, não existiram. Só em relação a essas duas últimas empresas foram desviados mais de R$ 11 milhões.
Em 2011, o Ministério Público, através da Procuradoria de Fundações, já havia ingressado com ações que culminaram no afastamento cautelar de diretores da Consesul e na designação de um administrador judicial.