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Deputados federais estão em Santa Maria para acompanhar investigação

Comissão busca subsídios para alterar legislação sobre funcionamento de casas noturnas no País

Deputados se reuniram com comando dos bombeiros
Deputados se reuniram com comando dos bombeiros Foto : João Vilnei / Especial / CP
Deputados que integram a comissão externa que acompanhará as investigações sobre as causas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, chegaram ao município da região central do Estado nesta sexta-feira para verificar o que já foi apurado pelas autoridades sobre a tragédia. O objetivo do grupo, liderado pelo petista Paulo Pimenta (PT-RS), é propor novas normas sobre alvarás de funcionamento e sistemas de segurança em casas noturnas para reformular a legislação federal.

A agenda inclui visitas ao comando do Corpo de Bombeiros, ao prefeito Cezar Schirmer e ao titular da Delegacia de Polícia Regional, delegado Marcelo Arigony, que conduz o inquérito. Se autorizado pela Polícia Civil, os parlamentares irão ao prédio da boate Kiss. A comissão, no entanto, não vai se envolver nas investigações.

Integram o grupo, além de Pimenta, os deputados Ronaldo Zulke (PT/RS), Jerônimo Goergen (PP-RS), Luis Carlos Heinze (PP/RS) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS). O deputado Pedro Uczai (PT-SC), que perdeu uma sobrinha de 24 anos no incêndio, também acompanha a comissão, embora não faça parte oficialmente do colegiado.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 239 pessoas mortas.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

Com informações do repórter Renato Oliveira

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