A agenda inclui visitas ao comando do Corpo de Bombeiros, ao prefeito Cezar Schirmer e ao titular da Delegacia de Polícia Regional, delegado Marcelo Arigony, que conduz o inquérito. Se autorizado pela Polícia Civil, os parlamentares irão ao prédio da boate Kiss. A comissão, no entanto, não vai se envolver nas investigações.
Integram o grupo, além de Pimenta, os deputados Ronaldo Zulke (PT/RS), Jerônimo Goergen (PP-RS), Luis Carlos Heinze (PP/RS) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS). O deputado Pedro Uczai (PT-SC), que perdeu uma sobrinha de 24 anos no incêndio, também acompanha a comissão, embora não faça parte oficialmente do colegiado.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 239 pessoas mortas.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Com informações do repórter Renato Oliveira