O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul identificou, depois de um ano de investigações, um esquema em que uma das maiores transportadoras de caminhões novos do Brasil utilizava mão-de-obra de motoristas organizados em falsas cooperativas com sede em Uruguaiana. A empresa leva os veículos de São Bernardo do Campo, em São Paulo, para a Argentina e o Chile.
O coordenador da Procuradoria do Trabalho do Município de Uruguaina, Noedi Rodrigues da Silva, explica que, sob orientação e no interesse da ABC Cargas Ltda., cerca de 200 trabalhadores foram organizados em uma cooperativa.
Posteriormente, ela deu origem a cinco organizações. Mais tarde, foram reagrupadas em duas. Entretanto, nenhuma delas jamais foi uma autêntica cooperativa, e sim apenas uma intermediação de mão de obra, o que é proibido pela legislação trabalhista.
O procurador do Trabalho ajuizou uma ação civil pública condenando empresa a não utilizar mão-de-obra de cooperados ou autônomos. A transportadora deve regularizar a situação dos 200 trabalhadores e foi cobrada indenização por danos morais aos funcionários em R$ 1 milhão. Há ainda outras quatro empresas investigadas que teriam praticado o mesmo crime.
Descoberto esquema de falsas cooperativas de trabalho em Uruguaiana
Cerca de 200 motoristas trabalhavam de forma irregular para transportadora de caminhões<br />