Mesmo que Porto Alegre esteja com um contingente populacional menor em decorrência do feriado de Ano Novo que se aproxima, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) manteve a vacinação contra a Covid-19 em 52 locais nesta quarta-feira. O movimento registrado, no entanto, foi menor do que o identificado nos últimos dias.
A aplicação da segunda dose de reforço estava disponível para vacinados com a primeira dose de Janssen até 29 de outubro (dois meses) e para vacinados com a segunda dose dos demais imunizantes até 29 de agosto (quatro meses). Entre os locais disponíveis para o público, estavam o Shopping João Pessoa, dez farmácias e 41 unidades de saúde,sete delas com atendimento até as 21h (Belém Novo, Diretor Pestana, Morro Santana, Primeiro de Maio, Ramos, São Carlos e Tristeza).
Na manhã de hoje, na Unidade de Saúde São Carlos, na avenida Bento Gonçalves, no bairro Agronomia, em Porto Alegre, o movimento estava tranquilo. O técnico de enfermagem do Hospital Divina Providência, instituição que administra a unidade de saúde, Rodrigo Flores Fraga, destacou que a procura estava fraca. “Na parte da manhã, as pessoas vieram mais em busca da segunda dose”, contou, acrescentando que o fluxo foi mais intenso na terça-feira.
Fraga enfatizou a importância de levar, além do cartão de vacinação, um documento com foto. “Pessoas que não trazem um documento com foto, como a carteira de identidade, não serão vacinadas”, salientou. Ele ainda disse que pode ser apresentado o cartão digital no formato pdf, adquirido pelo Conecte SUS ou em foto da carteira apresentada no celular. Como o Conecte SUS, aplicativo do governo federal que reúne os dados vacinais, esteve por quase duas semanas fora do ar devido ao ataque de hackers ao sistema do Ministério da Saúde, e voltou a funcionar com instabilidade, o profissional aconselha a utilizar o cartão vacinal físico.
A dona de casa Elisandra Corrêa Vieira contou que já teve duas vezes com Covid-19. “A primeira vez foi em julho do ano passado e a segunda em fevereiro deste ano”, explicou. Ela acredita que tenha contraído do marido, que trabalha em um posto de gasolina, já que ela sai pouco de casa. Elisandra ressaltou que nas duas vezes em que se contaminou, ela não estava imunizada. “Depois que me vacinei não tive mais, por isso estou aqui para a terceira dose de reforço”, mencionou.
O aposentado Fábio Luís Senna não contraiu a doença e nem perdeu familiares na pandemia. “Estou aqui fazendo a minha parte neste momento que está complicado para todos, principalmente na área econômica”,comentou.
O veterinário Luís Fernando Parizi foi tomar a dose de reforço do imunizante Pfizer. “Acredito que esse cenário deve permanecer por mais tempo, embora as coisas já estejam melhorando”, explicou.