O diretor de Carnaval da escola de samba Em Cima da Hora, Flávio Azevedo, disse durante depoimento na 6ª DP (Cidade Nova) que contratou o reboque da empresa Carvalhão “de boca” no final do desfile na Sapucaí, na noite do dia 20, quando Raquel Antunes, de 11 anos, foi imprensada contra um poste.
Segundo ele, o pedido foi feito desta forma porque o carro alegórico era “pesado”. As alegorias estavam avaliadas em R$ 6 mil e, mesmo assim, o diretor entregou para o reboque sem que nenhum integrante da escola acompanhasse o trajeto como guia durante a dispersão.
Apenas um motorista estava no interior do carro e, segundo o advogado da agremiação, ele deve se apresentar para ser ouvido. Na delegacia, Azevedo se comprometeu a apresentar um contrato firmado entre a escola e a LigaRJ, que organiza os desfiles da Série Ouro.
Nesta quinta-feira, duas pessoas que estariam conduzindo o carro devem prestar depoimento a partir das 14h. O presidente da LigaRJ foi convocado, mas só deve ser ouvido na próxima semana.
Ontem, uma nova perícia foi realizada na alegoria, mas os peritos ainda devem fazer mais uma visita complementar ao local onde o carro está para ter resultados mais conclusivos. Ainda não há resultado dos laudos solicitados pela investigação.